Imagem & Estilo

Reconciliação com a Menstruação

Quando seu corpo para de ser inimigo e vira cúmplice

Amiga, deixa eu te contar…
Eu passei anos tratando minha menstruação como aquela colega de trabalho que você atura por obrigação. Ela aparecia todo mês, sem pedir licença, bagunçava a minha rotina e ainda me deixava com vontade de assassinar um pote de sorvete.
E, olha, a gente sabe fazer drama, né? Cólica? Eu virava personagem de novela. TPM? Um mix de rainha da tragédia com advogada do caos.

Mas um dia caiu a ficha: se eu continuasse odiando minha menstruação, era como se eu estivesse odiando um pedaço inteiro de mim.
E aí, amiga… como é que a gente diz que se ama se, na prática, está brigando com a própria biologia?


O corpo não é vilão, é narrador da história

Sabe aquele filme que só faz sentido porque tem umas cenas lentas no meio da ação? Pois é. A menstruação é isso no roteiro da vida: pausa, transição, respiro. E a gente passa anos tentando cortar essas partes, achando que não são importantes.

Na consultoria de imagem, eu aprendi que a gente não se veste só com tecido. A gente se veste com energia, com presença, com o jeito que se sente por dentro. E, se por dentro você está em guerra, por fora isso vai aparecer.
Aceitar meu ciclo foi como parar de usar uma roupa que não me servia — e vestir algo que realmente me representava.


Cíclica como a lua (e tão poderosa quanto)

A natureza tem suas fases e o nosso corpo também. Tem o recolhimento da menstruação (inverno), a clareza da ovulação (verão), a produtividade da fase folicular (primavera) e o turbilhão reflexivo da fase lútea (outono).
Quando comecei a respeitar cada fase, percebi que não era fraqueza descansar, nem exagero querer conquistar o mundo de repente — era só biologia dançando.


Como comecei a fazer as pazes (e como você pode tentar também)

Não foi um romance à primeira vista, não. Foi um acordo de convivência que foi ficando mais carinhoso com o tempo. E, para te ajudar nesse caminho, vou te contar o que funcionou comigo:

Exercício 1 — O diário do corpo
Por um mês, anote como você se sente física e emocionalmente a cada dia. Perceba padrões: energia, humor, fome, foco. Isso ajuda a ver que não é “frescura”, é ciclo.

Exercício 2 — O guarda-roupa cíclico
Separe roupas que você ama usar quando está mais introspectiva e outras para quando está mais expansiva. Vista-se para acompanhar seu corpo, não para lutar contra ele.

Exercício 3 — O abraço interno
Nos dias mais difíceis, coloque a mão sobre o baixo-ventre, respire fundo e diga para si mesma: “Eu te aceito”. Parece bobo, mas é mais poderoso do que parece.


E então… veio a reviravolta

Quando eu finalmente fiz as pazes com minha natureza, adivinha? Meu corpo começou a dar sinais da menopausa. Sim, amiga! Quando eu decidi parar a guerra, ele mudou as regras do jogo.
Mas quer saber? Eu não encarei como castigo. Pensei: “Ok, então vamos viver uma nova fase com a mesma leveza.”

Essa transição me inspirou a escrever o livro Menopausa — Uma Nova Mulher: Redescubra sua vida, corpo e autoestima na maturidade, onde conto como essa estação pode ser cheia de força, liberdade e beleza — mesmo que, no começo, pareça só bagunça hormonal.


No fim das contas…

Aceitar o ciclo é vestir-se por inteiro. Não é sobre amar cada sintoma, mas sobre não lutar contra o que o corpo é.
E acredite: quando você se alia a ele, sua autoestima cresce, sua imagem se fortalece e até seu guarda-roupa começa a fazer mais sentido.


Então, amiga… já pensou em trocar o “modo guerra fria” por um “modo parceria íntima” com seu corpo? Ele pode te surpreender — e talvez até te mandar um convite VIP para a menopausa.

E você? Já fez as pazes com o seu ciclo ou ainda está no modo guerra fria?

(1) Comentário

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